sábado, 21 de junho de 2014

Tzolk'in - O Calendário Maia!

Tzolk'in – The Mayan Calendar, é um Worker Placement Dinâmico lançado em 2012 (o ano do calendário errado) onde cada jogador faz parte de uma tribo Maia em busca da supremacia (como sempre, mais Pontos de Vitória). Foi criado por Daniele Tascani e Simone Luciani, que são dois caras Italianos. Sim, Italianos tem nome de mulher!

O tabuleiro mostra o Calendário Maia (Tzolk'in) representado por uma “engrenagem” conectada a outras cinco “engrenagens” menores representando cidades importantes para a civilização Maia: Palenque, Uxmal, Tikal, Yaxchilan e Chichen Itza.

Cada jogador representa uma tribo e deve alocar seus trabalhadores em uma dessas cinco cidades, cada uma delas permite ao jogador realizar uma ação que ajudará a levar sua tribo para a vitória. Depois que cada jogador realiza uma ação o calendário avança um dia, fazendo os trabalhadores alocados moverem uma posição e mudando as ações que eles podem realizar.

Engrenagens do tabuleiro de Tzolk'in
As ações permitem aos jogadores produzirem comida, extrair recursos, construir prédios e desenvolver tecnologias. Algumas ações agradam aos deuses e outras os irritam. Você deve ter Milho para realizar as ações, caso comece seu turno com menos de três milhos, você pode "mendigar" por Milho, mas isso irrita os deuses, e você desce uma posição na escalada dos templos.

Tabela com o custo em Milhos para realização das ações.
Diz a lenda Maia que os homem foi criado do barro, mas o material era fraco e se desfazia. Depois os deuses criaram o homem a partir da madeira, mas o homem ficava sem alma. Então eles criaram o homem a partir do Milho, e deu certo! Desde então os Maias (e outros povos como Incas e Astecas) cultuam e cultivam o milho como uma maneira de agradecer aos seus criadores!

O Milho é a moeda do jogo, e também o alimento, claro… Os outros recursos são Ouro, Pedra, Madeira e a Caveira de Cristal. Sei que o jogo é baseado na civilização Maia, mas as outras civilizações pre-colombianas compartilham o mesmo esquema econômico, o Milho (assim como outros tipos de grãos) é o bem mais valioso, os metais como Cobre, Ouro e Prata servem apenas para agradar aos deuses e ajudar a erguer suas construções, o motivo pelo qual os espanhóis destruíam aquelas enormes construções era para pegar os metais que serviam como elo entre os grandes blocos de pedra.

O que me chama a atenção no jogo, além da sua mecânica dinâmica de alocação de trabalhadores é o papel de cada cidade no jogo, elas representam bem o papel que elas tiveram em seu tempo.

Desmatar a selva irrita os deuses, e setup errado?
Palenque foi descoberta em 1773 por espanhóis que vinham em busca de madeira de qualidade, ao explorar a região eles notaram que as árvores escondiam edificações antigas. A cidade fica próxima ao Rio Usumacinta, onde no espaço 1 do tabuleiro você ganha 3 Milhos (Na verdade peixes, segundo o manual...), e também próxima a uma grande floresta onde realmente os Maias plantavam milho e extraiam madeira, como no jogo! O setup ficou errado na foto, não reparem, eu estava com sono. Que Chaac me perdoe...


Tikal, não é o jogo do Kramer e do Kiesling...
Tikal não foi uma grande cidade, mas como no jogo, foi um grande “centro tecnológico” dos Maias, onde eles construíam seus monumentos através de sua avançada tecnologia. Já no século IV a.C. eles haviam iniciado a construção de suas maravilhas arquitetônicas, dentre elas construções “civis” e monumentos aos deuses.






Uxmal, o centro de negócios!
Uxmal era uma tipica cidade Maia, onde o povo ia para fazer trocas no mercado, rituais menores para os deuses, etc. Era a cidade mais poderosa ao oeste do Yucatán e quem já jogou Tzolk'in pode perceber as semelhanças, e quem nunca jogou, é na “engrenagem” de Uxmal que trocamos milho por recursos, contratamos novos trabalhadores, fazemos sacrifícios para os deuses...





Yaxchilan, que nome complicado de falar...
Yaxchilan quer dizer “Pedras Verdes” na língua Maia, também está situada nas margens do Rio Usumacinta (como Palenque, sua rival nos tempos antigos) porém o rio era de extrema importância para a cidade pois era de lá que os Maias extraiam Ouro. A cidade também é conhecida por suas grandes esculturas e estelas monolíticas, o que dá a entender que eles também extraiam Pedras para construção, como podem ver no tabuleiro do Tzolk'in! Ah... Eles não tinham Caveiras de Cristal por lá... Bem, ninguém descobriu ainda né...?

Chichen Itza - A grande metrópole.
Chichen Itza! Bem, a cidade que dá mais Pontos de Vitória no jogo, claro, era a capital da Civilização Maia! Os maiores sacrifícios aos deuses eram realizados lá! Peregrinos viajavam até a cidade para agradar aos deuses. Quem já jogou sabe que é alí que se consegue mais pontos de vitória, mas também é o local mais difícil de se jogar, pois não basta apenas colocar seu trabalhador ali, tem também que levar uma Caveirinha de Cristal!

A escalada pelos Deuses.
Bem, os deuses são a única mancada dos autores. Em Tzolk'in existem três deuses: Quetzalcoatl, Kukulcan e Chaac. 
Quetzalcoatl é a serpente emplumada, que representa as energias telúricas que ascendem, mas não é uma divindade Maia, é Asteca... Já Kukulcan é a versão Maia de Quetzalcoatl! E Chaac é o deus Maia da chuva e dos trovões!

O jogo é dividido em 4 fases, onde ao final de cada uma os trabalhadores devem ser alimentados (com Milho) e as tribos são premiadas de acordo com a sua posição no templo. Quanto mais alto, mais premios!

Senhores italianos com nome de mulher... Percam 3 Victory Points!


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